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lunes, 20 de febrero de 2012
viernes, 10 de febrero de 2012
SOY DOS

Martin STRANKA
Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos
gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados.
Fernando PESSOA
LO INEFABLE

Amor es lo esencial...
Amor es lo esencial.
Sexo, mero accidente.
Puede ser igual
O diferente.
El hombre no es un animal:
Es carne inteligente,
Aunque algunas veces enferma.
(5.4.35)
Versión de Rafael Díaz Borbón
Autopsicografía
El poeta es un fingidor.
Finge tan completamente
Que hasta finge que es dolor
El dolor que de veras siente.
Y quienes leen lo que escribe,
Sienten, en el dolor leído,
No los dos que el poeta vive
Sino aquél que no han tenido.
Y así va por su camino,
Distrayendo a la razón,
Ese tren sin real destino
Que se llama corazón.
Versión de Santiago Kovadloff
Fernando PESSOA
domingo, 13 de febrero de 2011
PORQUE EU DESISTI?
Sim, finalmente me convenci que não quero mais ter blogs voltados ao público adulto. Depois de muito escutar e ler, me dei conta de que somos verdadeiramente responsáveis por tudo o que fazemos e também pelo que pensamos. Ao que concerne a esse detalhe, acredito fielmente que toda ação provoca uma reação e é de bom alvitre que pensemos muito bem no que estamos promovendo. Mesmo que eu me valha do erotismo para fazer humor, ainda assim estamos tratando de pornografia. O que me assusta é exatamente não saber intimamente qual é o perfil do público que me acompanhava e também que idéias essas pessoas têm a respeito do que eu fazia. É óbvio que não há como saber se o meu público é saudável psicologicamente e, caso não forem, que tipo de reação maléfica estou lhes causando com o material que repasso.
Vejo um mundo cada vez mais voltado para o sexo e a Internet se tornou uma grande área livre, onde qualquer um, fazendo-se valer do anonimato, pode cometer todo o tipo de irregularidade imaginável, desde roubo até a revoltante prática da pedofilia. Nunca compactuei com esse tipo de aberrações, mas ainda assim, várias vezes recebi e-mails de pessoas se mostrando totalmente equivocadas quanto às minhas preferências e aos meus gostos. E eu não podia sequer culpá-los, pois era um personagem tão enigmático para eles quanto eles eram para mim. Infelizmente, devo admitir que, para alguns, me transformei em uma figura lasciva e que dava vazão aos seus delírios. Com o tempo, deixei de ser quem sou para tornar-me um codinome, moldado ao bel-prazer das pessoas que freqüentavam meus blogs. Já fui acusado de tantas coisas sem cabimento e ainda assim me mantive atuando. Contudo, depois de tantas idas e vindas, resolvi parar definitivamente.
Não me envergonho de ter voltado tantas vezes, depois de ter apagado os blogs. Pior é nunca sair do atoleiro onde se deixa afundar. Sempre tive consciência do mal que por ventura poderia estar causando a mentes desorientadas e doentias. Todavia, humano que sou, passível de erros, deixei-me corromper de forma totalmente irresponsável.
Esse foi o meu canto do cisne com relação a blogs com temática adulta. Não há mais espaço no meu tempo para a banalização do sexo. Ainda assim, não me considero uma pessoa radical, pois creio que falar ou discutir sobre sexo é uma coisa normal e de grande utilidade, sem que para isso seja necessário o uso da vulgarização.
Aos que se iludiram com minha irresponsabilidade, minhas sinceras desculpas. O que fui, e não foram poucos, já se aposentaram. Com o perdão que devo a todos, tenho mais o que fazer.
Despedida del desconocido autor de cremososefuriosos.blogspot.com
Vejo um mundo cada vez mais voltado para o sexo e a Internet se tornou uma grande área livre, onde qualquer um, fazendo-se valer do anonimato, pode cometer todo o tipo de irregularidade imaginável, desde roubo até a revoltante prática da pedofilia. Nunca compactuei com esse tipo de aberrações, mas ainda assim, várias vezes recebi e-mails de pessoas se mostrando totalmente equivocadas quanto às minhas preferências e aos meus gostos. E eu não podia sequer culpá-los, pois era um personagem tão enigmático para eles quanto eles eram para mim. Infelizmente, devo admitir que, para alguns, me transformei em uma figura lasciva e que dava vazão aos seus delírios. Com o tempo, deixei de ser quem sou para tornar-me um codinome, moldado ao bel-prazer das pessoas que freqüentavam meus blogs. Já fui acusado de tantas coisas sem cabimento e ainda assim me mantive atuando. Contudo, depois de tantas idas e vindas, resolvi parar definitivamente.
Não me envergonho de ter voltado tantas vezes, depois de ter apagado os blogs. Pior é nunca sair do atoleiro onde se deixa afundar. Sempre tive consciência do mal que por ventura poderia estar causando a mentes desorientadas e doentias. Todavia, humano que sou, passível de erros, deixei-me corromper de forma totalmente irresponsável.
Esse foi o meu canto do cisne com relação a blogs com temática adulta. Não há mais espaço no meu tempo para a banalização do sexo. Ainda assim, não me considero uma pessoa radical, pois creio que falar ou discutir sobre sexo é uma coisa normal e de grande utilidade, sem que para isso seja necessário o uso da vulgarização.
Aos que se iludiram com minha irresponsabilidade, minhas sinceras desculpas. O que fui, e não foram poucos, já se aposentaram. Com o perdão que devo a todos, tenho mais o que fazer.
Despedida del desconocido autor de cremososefuriosos.blogspot.com
jueves, 14 de octubre de 2010
LEMINSKIANA
I
Confira
tudo que
respira
conspira
II
Tudo é vago e muito vário
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso
III
Cinco bares,
dez conhaques
atravesso são paulo
dormindo dentro de um táxi
IV
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
V
O pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser morto
a pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz
o filhodaputa
de fazer chover
em nosso piquenique
Paulo LEMINSKI
Confira
tudo que
respira
conspira
II
Tudo é vago e muito vário
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso
III
Cinco bares,
dez conhaques
atravesso são paulo
dormindo dentro de um táxi
IV
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
V
O pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser morto
a pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz
o filhodaputa
de fazer chover
em nosso piquenique
Paulo LEMINSKI
lunes, 22 de febrero de 2010
miércoles, 10 de febrero de 2010
LA CREACIÓN DEL MUNDO
No desfloré a nadie.
La primera mujer que vi desnuda
(era adulta de alma y de cabellos)
fue la primera que me mostró los astros,
pero no fui el primero a quien se los mostró.
Vi el resplandor de sus nalgas
de espaldas a mí: era morena,
mas al darse vuelta quedó dorada.
Sonrió porque sus pechos me asombraron,
por mi mirada de adolescente no acostumbrado
a la gloria de la belleza corporal.
Era de mañana en la selva, pero nacían
estrellas de sus brazos y resbalaban
por el cuello, lo recuerdo, era el cuello
lo que me enseñaba a deletrear secretos
guardados en la clavícula. Pedía,
ya echada de bruces y llamándome,
que posara mis labios por los pétalos
con rocío de la nuca, eran lilas;
que alisara, levemente, con las yemas
las espaldas de espumas y esmeraldas;
quería que mi mano recorriera,
yendo y viniendo, el valle de la columna,
trés doucement, porque me cuidaba.
Ella inauguró en mí la alegría
inefable de dar felicidad.
Tanto conocimiento no podía
ser sino innato, pienso ahora.
Pero no.
Era un saber hecho de experiencia,
más que ingenio para transmitirlo.
Ella era de otras aguas, una fuente
de treinta años, que vino desde el Sena
con el destino de darme de beber
—en la aurora de sus ojos, en sus pechos,
en la boca musical, en el mar del vientre,
en la risa de azucena, en la voz densa,
en las cejas y en el vértice de las piernas—
la miel antigua de la sabiduría,
de saber que el deseo crece cuando entiende
que la chispa se enciende en la ternura,
que las antesalas se prolongan
hasta que uno esté listo para entrar en el cielo.
Thiago DE MELLO
La primera mujer que vi desnuda
(era adulta de alma y de cabellos)
fue la primera que me mostró los astros,
pero no fui el primero a quien se los mostró.
Vi el resplandor de sus nalgas
de espaldas a mí: era morena,
mas al darse vuelta quedó dorada.
Sonrió porque sus pechos me asombraron,
por mi mirada de adolescente no acostumbrado
a la gloria de la belleza corporal.
Era de mañana en la selva, pero nacían
estrellas de sus brazos y resbalaban
por el cuello, lo recuerdo, era el cuello
lo que me enseñaba a deletrear secretos
guardados en la clavícula. Pedía,
ya echada de bruces y llamándome,
que posara mis labios por los pétalos
con rocío de la nuca, eran lilas;
que alisara, levemente, con las yemas
las espaldas de espumas y esmeraldas;
quería que mi mano recorriera,
yendo y viniendo, el valle de la columna,
trés doucement, porque me cuidaba.
Ella inauguró en mí la alegría
inefable de dar felicidad.
Tanto conocimiento no podía
ser sino innato, pienso ahora.
Pero no.
Era un saber hecho de experiencia,
más que ingenio para transmitirlo.
Ella era de otras aguas, una fuente
de treinta años, que vino desde el Sena
con el destino de darme de beber
—en la aurora de sus ojos, en sus pechos,
en la boca musical, en el mar del vientre,
en la risa de azucena, en la voz densa,
en las cejas y en el vértice de las piernas—
la miel antigua de la sabiduría,
de saber que el deseo crece cuando entiende
que la chispa se enciende en la ternura,
que las antesalas se prolongan
hasta que uno esté listo para entrar en el cielo.
Thiago DE MELLO
martes, 26 de enero de 2010
ESTA IMAGEN DE TI
Estabas a mi lado
y más próxima a mí mis sentidos.
Hablabas desde dentro del amor,
armada de su luz.
Nunca palabras
de amor más puras respirara.
Estaba tu cabeza suavemente
inclinada hacia mí.
Tu largo pelo
y tu alegre cintura.
Hablabas de el centro del amor,
armada de su luz,
en una tarde gris de cualquier día.
Memoria de tu voz y de tu cuerpo
mi juventud y mis palabras sean
y esta imagen de ti me sobreviva.
José Ángel VALENTE
y más próxima a mí mis sentidos.
Hablabas desde dentro del amor,
armada de su luz.
Nunca palabras
de amor más puras respirara.
Estaba tu cabeza suavemente
inclinada hacia mí.
Tu largo pelo
y tu alegre cintura.
Hablabas de el centro del amor,
armada de su luz,
en una tarde gris de cualquier día.
Memoria de tu voz y de tu cuerpo
mi juventud y mis palabras sean
y esta imagen de ti me sobreviva.
José Ángel VALENTE
lunes, 11 de enero de 2010
POEMA DEL PROFESOR DE LENGUA
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Paulo LEMINSKI
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Paulo LEMINSKI
domingo, 3 de enero de 2010
CONTRANARCISO
en mí
veo al otro
y a otro
y a otro
en fin decenas
trenes que pasan
vagones llenos de gente
centenas
el otro
que hay en mí
eres tú
tú
y tú
así como
estoy en ti
estoy en él
en nosotros
y sólo cuando
estamos en nosotros
estamos en paz
aunque estemos a solas minski
Paulo LEMINSKI
veo al otro
y a otro
y a otro
en fin decenas
trenes que pasan
vagones llenos de gente
centenas
el otro
que hay en mí
eres tú
tú
y tú
así como
estoy en ti
estoy en él
en nosotros
y sólo cuando
estamos en nosotros
estamos en paz
aunque estemos a solas minski
Paulo LEMINSKI
lunes, 30 de noviembre de 2009
DESENCONTRÁRIOS
Mandei a palavra rimar,
Ela não me obedeceu,
Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa,
Parecia fora de si,
sílaba silênciosa.
Mandei a frase sonhar,
e ela se foi num labirinto.
Fazer poesia eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
para conquistar um império extinto.
Paulo LEMINSKI
Ela não me obedeceu,
Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa,
Parecia fora de si,
sílaba silênciosa.
Mandei a frase sonhar,
e ela se foi num labirinto.
Fazer poesia eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
para conquistar um império extinto.
Paulo LEMINSKI
sábado, 12 de septiembre de 2009
VEN A SENTARTE CONMIGO
Ven a la orilla a sentarte conmigo, Lidia
a la orilla del río.
Con sosiego miremos su curso
y aprendamos que la vida pasa,
y no estamos cogidos de la mano.
(Enlacemos las manos.)
Pensemos después, niños adultos,
que la vida pasa y no se queda,
nada deja y nunca regresa,
va hacia un mar muy lejano,
hacia el pie del Hado,
más lejos que los dioses.
Desenlacemos las manos,
que no vale la pena cansarnos.
Ya gocemos, ya no gocemos,
pasamos como el río.
Más vale que sepamos pasar
silenciosamente y sin desasosiegos.
Sin amores, ni odios, ni pasiones
que levanten la voz,
ni envidias que hagan a los ojos
moverse demasiado,
ni cuidados, porque si los tuviese
el río también correría,
y siempre acabaría en el mar.
Amémonos tranquilamente,
pensando que podríamos,
si quisiéramos,
cambiar besos y abrazos y caricias,
mas que más vale estar sentados
el uno junto al otro
oyendo correr al río y viéndolo.
Cojamos flores, cógelas tú y déjalas
en tu regazo, y que su perfume suavice
este momento en que sosegadamente
no creemos en nada,
paganos inocentes de la decadencia.
Por lo menos, si yo fuera sombra antes,
te acordarás de mí
sin que mi recuerdo te queme
o te hiera o te mueva,
porque nunca enlazamos las manos,
ni nos besamos
ni fuimos más que niños.
Y si antes que yo llevases el óbolo
al barquero sombrío,
no sufriré cuando de ti me acuerde,
a mi memoria has de ser suave
recordándote así, a la orilla del río,
pagana triste y con flores en el regazo.
Fernando PESSOA
a la orilla del río.
Con sosiego miremos su curso
y aprendamos que la vida pasa,
y no estamos cogidos de la mano.
(Enlacemos las manos.)
Pensemos después, niños adultos,
que la vida pasa y no se queda,
nada deja y nunca regresa,
va hacia un mar muy lejano,
hacia el pie del Hado,
más lejos que los dioses.
Desenlacemos las manos,
que no vale la pena cansarnos.
Ya gocemos, ya no gocemos,
pasamos como el río.
Más vale que sepamos pasar
silenciosamente y sin desasosiegos.
Sin amores, ni odios, ni pasiones
que levanten la voz,
ni envidias que hagan a los ojos
moverse demasiado,
ni cuidados, porque si los tuviese
el río también correría,
y siempre acabaría en el mar.
Amémonos tranquilamente,
pensando que podríamos,
si quisiéramos,
cambiar besos y abrazos y caricias,
mas que más vale estar sentados
el uno junto al otro
oyendo correr al río y viéndolo.
Cojamos flores, cógelas tú y déjalas
en tu regazo, y que su perfume suavice
este momento en que sosegadamente
no creemos en nada,
paganos inocentes de la decadencia.
Por lo menos, si yo fuera sombra antes,
te acordarás de mí
sin que mi recuerdo te queme
o te hiera o te mueva,
porque nunca enlazamos las manos,
ni nos besamos
ni fuimos más que niños.
Y si antes que yo llevases el óbolo
al barquero sombrío,
no sufriré cuando de ti me acuerde,
a mi memoria has de ser suave
recordándote así, a la orilla del río,
pagana triste y con flores en el regazo.
Fernando PESSOA
sábado, 5 de septiembre de 2009
O SENHOR DE MADUREIRA, O LA SOBERBIA
Don Juan Valera dice textualmente: En los Placeres, que, aunque parezca extraño, así se llama el cementerio de Lisboa, le erigieron un soberbio mausoleo; y en una lápida de mármol negro incribieron con letras de oro el siguiente epitafio:
Aquí yace
o senhor de Madureira,
o primer cantor do mundo.
Morreu.
Porem, non morreu,
chamole Deus a sua capella,
mandoule cantar.
Non quiz.
Rogoule que cantase.
Entao cantou.
E diz Deus:
"Vayan os anjos á merda,
que canta muito melhor
o senhor de Madureira."
Pilar HERNÁNDEZ
Aquí yace
o senhor de Madureira,
o primer cantor do mundo.
Morreu.
Porem, non morreu,
chamole Deus a sua capella,
mandoule cantar.
Non quiz.
Rogoule que cantase.
Entao cantou.
E diz Deus:
"Vayan os anjos á merda,
que canta muito melhor
o senhor de Madureira."
Pilar HERNÁNDEZ
jueves, 22 de enero de 2009
LEMINSKI
La vida es las vacas
que pones en el río
para atraer a las pirañas
mientras que la manada pasa.
**************************
Marginal es quien escribe al margen,
dejando blanca la página
para que el paisaje pase
y deje todo claro a su paso.
que pones en el río
para atraer a las pirañas
mientras que la manada pasa.
**************************
Marginal es quien escribe al margen,
dejando blanca la página
para que el paisaje pase
y deje todo claro a su paso.
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